Fatos que chocaram em 2011



O atirador da Noruega :

No dia 22 de julho deste ano, a pacata Oslo, capital da Noruega, transformou-se num inferno. Uma bomba explodiu num prédio governamental no centro da cidade, matando oito pessoas. Minutos depois, na ilha de Utoya, perto da capital, um atirador assassinou 69 pessoas, a maioria adolescentes, que participavam de um acampamento de um partido político.
Num primeiro momento, a imprensa de todo o mundo culpou terroristas islâmicos. Mas poucas horas bastaram para que um sujeito chamado Anders Behring Breivik fosse preso e assumisse que plantou a bomba no prédio e saiu atirando nas pessoas. O norueguês de 32 anos tinha inclinações políticas de extrema-direita. Alucinado, acreditava ser necessário o que fez para combater a decadência do mundo e a existência de “povos inferiores”. Está preso na Noruega, onde tem acompanhamento psiquiátrico.

A morte de Steve Jobs :

Talvez nenhuma outra pessoa no mundo tenha sido tão importante para o mundo da tecnologia como a conhecemos nos últimos 35 anos quanto Steve Jobs.
O CEO da Apple foi um dos desenvolvedores do computador pessoal e criador do iPod, iPhone e iPad, entre outros. Particularmente nos últimos dez anos, as principais inovações tecnológicas pessoais vieram da mente dele e foram copiadas pelos concorrentes. E foi este gênio da Era Contemporânea que morreu vítima de um câncer no pâncreas em outubro.

O tumor de Lula :

Após passar dias rouco e consultar um médico, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou em outubro que está com um câncer de laringe. Segundo a junta médica que cuida dele, o tumor é de agressividade média e tem cerca de três centímetros. Lula passará por sessões de quimioterapia. As chances de recuperação estão entre 80% e 90%.
Imediatamente ao anúncio da notícia, aliados e rivais políticos desejaram pronta recuperação ao ex-presidente. Um pseudo-movimento na internet pedia que Lula fizesse seu tratamento no SUS, mas tal ideia foi encarada como provocação baixa tanto pela imprensa quanto pelos políticos de oposição.
Dilma Rousseff passou por um tratamento de câncer linfático em 2010. Outros presidentes sul-americanos também lidam com o problema: Fernando Lugo, do Paraguai, tratou-se de um câncer do mesmo tipo que o de Dilma. Hugo Chavez foi diagnosticado e segue tratamento de um tumor na região pélvica.

Ocupe Wall Street :

A crise financeira que eclodiu em 2008 segue firme e forte nos Estados Unidos e na Europa. O número de norte-americanos considerados pobres passou de 40 milhões, um recorde nas últimas décadas. Na Europa, a Grécia segue como vilã da economia e deve abandonar a Eurozona nos próximos meses. Cansados de ver os bancos salvos pelos governos em uma crise que eles mesmos causaram, populares de várias partes do mundo passaram a se juntar para protestar contra a situação.
O primeiro movimento forte ocorreu com os chamados Indignados em Madri, Espanha, em junho. Mas o movimento mais famoso e mais forte até aqui é o Ocupe Wall Street, que é a rua em que ficam os maiores bancos dos EUA, em Nova York. Entre os manifestantes, socialistas ou simplesmente capitalistas que gostariam de ver menos poder nas mãos dos banqueiros. O movimento segue forte e ganhou “franquias” no mundo inteiro, inclusive uma Ocupe São Paulo, no Vale do Anhangabaú, em outubro.

Tragédia na região serrana do Rio de Janeiro :

Em janeiro, o Brasil assistiu chocado a maior tragédia climática de sua história. Na região da Serra Fluminense, que engloba as cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, entre outras, uma série de desbarrancamentos causados pela chuva forte deixou um saldo de mais de 500 mortes e muita destruição. Bairros inteiros de Teresópolis e Sumidouro deixaram de existir.
Mas a chuva não é a única culpada: a especulação imobiliária na região fez com que construções fossem erguidas em áreas de escoamento dos morros em caso de temporais. A caos não parou por aí: nos meses seguintes, os prefeitos de Teresópois e Nova Friburgo foram afastados por supostamente terem desviados recursos de doações para as vítimas da enchente.

O desastre de Fukushima :

Em 11 de março, um enorme terremoto seguido de tsunami castigou a costa oriental do Japão. Mais de 20 mil pessoas morreram e outras 80 mil famílias ficaram desalojadas. De quebra, o tsunami destruiu boa parte da usina nuclear da cidade de Fukushima, liberando material radioativo na atmosfera. É o maior incidente nuclear desde Chernobyl, há 25 anos.
Como se não bastasse, a Tepco, empresa japonesa dona da usina nuclear, viu suas ações perderem 86% do valor desde o acidente e está em grave crise financeira. O governo japonês teve que intervir financeiramente na empresa para que ela não quebrasse e pagasse as indenizações para a população local.

Morte do Bin Laden :

Em maio, quatro meses antes do aniversário dos dez anos do atentado às Torres Gêmas de Nova York, o presidente americano Barack Obama anunciou a morte de Osamba Bin Laden. O líder da Al Qaeda era o homem mais procurado do mundo e foi encontrado na cidade de Islamabad, Paquistão, dentro de uma casa de alto padrão que servia como esconderijo.
Bin Laden não saía de casa, não tinha acesso à internet e tinha esquemas complicados para enviar mensagens aos seus colegas de Al Qaeda. O governo americano divulgou que ele reagiu à entrada dos soldados americanos e foi baleado na cabeça.

A Primavera Árabe :

O rastilho começou na Tunísia e ganhou proporções que há muito tempo não se via no mundo Árabe. O ditador do País Zine Ben Ali foi derrubado pelas manifestações populares após 23 anos no poder. A queda do ditador explodiu movimento similar no Egito: meses de protesto acabaram com a queda do ditador Hosni Mubarak em fevereiro, no poder havia 30 anos.
Os protestos ganharam o Oriente Médio: na Síria, o também ditador Bashir Assad está com dificuldades e apela para a violência para conter as manifestações populares, que também ganharam as ruas do Marrocos, Iêmen e Arábia Saudita. Os governos ocidentais aproveitaram a deixa da Primavera Árabe para ajudar grupos rebeldes da Líbia a derrubar o ditador local, Muammar Kaddaffi, no poder desde 1969.
A Otan bombardeou alvos militares do governo líbio e os rebeldes fizeram o restante. Em agosto, Kaddaffi caiu. Em outubro, foi encontrado pelos rebeldes e assassinado. No entanto, apesar dos ditadores começarem a cair, ainda é cedo para falar em democracia na região. 2012 será um ano importante neste tema.

Tragédia no Realengo :

No dia 7 de abril, o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, entrou na escola municipal Tasso da Silveira munido de dois revólveres. Ele atirou e matou doze crianças entre 12 e 14 anos que estudavam na escola, antes de cometer suicídio.
Tímido e com histórico de problemas familiares, Wellington acabou descontando em outras pessoas os problemas pelos quais vivia. A notícia do atentado percorreu o mundo. A presidenta Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias.

Assassinato da juíza Patrícia Acioli :

Em 11 de agosto, a juíza fluminense Patrícia Acioli foi assassinada em uma emboscada ao entrar com o carro em sua casa, em Niteroi, quando voltava do trabalho. Ela fio alvejada por 21 tiros pelos bandidos. Acioli era uma das juízas mais ferrenhas no combate às milícias organizadas por policiais nos morros do Rio de Janeiro. Incomodava muita gente e foi silenciada.
Em novembro, o deputado estadual fluminense Marcelo Freixo (PSOL) anunciou que deixaria o País por um tempo porque não tinha proteção adequada contra milicianos. Ele vinha recebendo ameaças de morte constantemente.

Fonte - Yahoo